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Presidio de Dois Rios

   Em 1884, D. Pedro II iniciou a construção do Lazareto, inaugurado dois anos depois. A instituição servia como um abrigo provisório para viajantes que chegavam da Europa contaminados pela cólera. Assim como os navios de passageiros, o edifício ajardinado era dividido em pavilhões de primeira, segunda e terceira classes. Também dispunha de armazém para cargas e bagagens, um laboratório bacteriológico e farmácia.[2]

   A primeira Colônia Penal foi criada em 1903, junto ao vilarejo de Dois Rios. Cumpriam pena no local os presidiários condenados por crimes comuns.

Desativado em 1913, o Lazareto só voltou a ser utilizado em 1939, como alojamento de fuzileiros navais. Em 1940, o antigo hospital passou a ser a Colônia Penal Cândido Mendes e recebeu os presos que estavam na Colônia de Dois Rios. Esta, por sua vez, passou a receber os presos políticos que antes ficavam em Fernando de Noronha - na época, cedida como base militar para os Estados Unidos, como parte do esforço brasileiro na Segunda Guerra Mundial. Entre os presos pelo Estado Novo estava o escritor Graciliano Ramos, que relatou a sua passagem no romance autobiográfico Memórias do Cárcere.

    Em 1954, o prédio do Lazareto foi demolido pelo governador Carlos Lacerda, e os presos comuns foram transferidos para a Colônia de Dois Rios, que passou a se chamar Instituto Penal Cândido Mendes (IPCM). O presídio continuou em funcionamento até 1994, quando foi desativado pelo governador Leonel Brizola e implodido.

   Na década de 1970, criminosos presos no IPCM criaram a Falange Vermelha, organização criminosa que depois se tornaria o Comando Vermelho. Os fundadores foram os traficantes Rogério Lemgruber e William da Silva Lima, o Professor, além de José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha.

    Durante o período muitas fugas aconteceram trazendo medo aos moradores em diversos vilarejos causando a saída dos mesmos em diversos locais em especial a praia da parnaióca, onde eram mais constante os reféns, a vila foi uma das maiores vilas da Ilha Grande, onde hoje tem apenas alguns poucos moradores não passando de 5 famílias.

    Fugas famosas como a do escadinha aconteceram ali, onde o criminoso fugiu de helicóptero, em uma fuga cinematográfica. Também ficou ali o famoso madame satã, criminoso da lapa que matava suas vítimas apenas com navalha.

    O acervo do IPCM desde 2009 integra o Museu do Cárcere, localizado na vila de Dois Rios e administrado pela Uerj

Presos famosos

Bibliografia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Penal_C%C3%A2ndido_Mendes

Fotos, André Cypriano- Caldeirão do Diabo

Documentário

Filmes no Presídio

400 Contra Um

Memórias de um Cárcere