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Thomas Cavendshi
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Os Piratas na Ilha Grande

    Os piratas fizeram presença na Ilha Grande e tiveram um papel histórico de destaque internacional, registrando episódios de pirataria, tráfico de escravos e contrabandos de mercadorias entre os séculos XVI e XIX.

Com a descoberta do ouro e prata no Peru, no fim do século XVI, a bacia do Prata, passou a ser local de embarque para os espanhóis. Europa a bacia de Prata, as ilhas no litoral sul do Brasil, eram melhores opções para o abastecimento de água e madeira. As Ilhas de Santa Catarina (Florianópolis), São Sebastião ( Ilhabela) e Rio de Janeiro ( Ilha Grande) eram pontos estratégicos para esses viajantes.

    Nesse período Portugal perdeu as batalhas e foi o fim da “ Invencível Armada” assim a armada Lusitana da Espanha dominou o território. 

Com os portugueses desfalcados, piratas de vários lugares chegavam à costa para contrabandear ouro, prata, e madeiras, as embarcações espanholas sofreram muito com saques dos piratas. A ilha Grande era um lugar muito procurado pelos piratas, por ali tem muita fartura de água, para abastecer suas embarcações além do que na Ilha existem locais perfeitos para esconderijo, e dificilmente os portugueses encostavam ali para perturbar os piratas.

    Caxadaço foi uma praia muito usada pelos piratas porque tem uma encosta de pedra onde quem passa navegando não pode ver a praia nem as embarcações que estão ali. Embarcações que saiam de Paraty que passavam por ali rumo a Europa, eram saqueadas pelos piratas. O local foi usado por piratas por muito tempo ate mesmo depois da abolição escrava, onde eles levavam escravos escondidos para o trafico ilegal.

Histórias relatam que os piratas mais frequentes na região eram os Ingleses, Holandeses, Franceses e Argentinos.

Piratas Ingleses

    Em meados de Dezembro de 1591 a Ilha Grande foi atacada pelo Corsário Inglês Thomas Cavendish, que saqueou a população local e ateou fogo em suas residências,  partindo na sequência para Ilhabela fazendo novo ataque na Vila de Santos. Entre o período de 1585 a 1605 foram inúmeros os ataques na região, entre Cabo Frio e Santa Catarina. As Ilhas Preferidas dos Piratas eram Marambaia, Ilha dos Porcos, Ilha Grande, Ilhabela e Florianópolis, onde era mais comum a passagem dos navios espanhóis  indo e vindo de Prata com muitas riquezas. Os ataques eram tantos, que Felipe II da Espanha manteve uma guarda costeira na região, nomeando Martim de Sá.

    O pirata Juan Lorenzo, protegido do rei Felipe II, construiu uma casa na praia que ele batizou de Praia do Morcego. A casa é considerada a terceira construção de alvenaria do Brasil. Onde diz a lenda que tem seu tesouro enterrado na ilha em frente a praia.

    O pirata Thomas Cavendish, passou seus últimos anos de sua curta vida no Brasil, morrendo aos 31 anos de idade. O pirata era muito conhecido por suas constantes atuações nos ataques, tendo participado do ataque em Virgínia nos Estados Unidos, e após esse ataques resolveu se aventurar pelo Atlântico Sul, onde atuou pelo resto de sua vida. O inglês chegou a atacar Vitória, no Espirito Santo, Ilha Grande, no Rio de Janeiro, Ilhabela, em São Paulo. Em Santa Catarina, queimou engenhos e fez muitos escravos pela região.

 Piratas Holandeses

    Os holandeses também marcaram presença na Ilha Grande, no início do século XVII.

    Os Holandeses deixaram heranças genéticas na ilha, podendo ser observado nos traços de alguns nativos, que têm traços de índios e olhos azuis, porém com os holandeses atuando mais no norte do país, se tornou raro os ataques na região da Ilha Grande.

Piratas franceses

    Após os holandeses pararem de atuar na Ilha Grande, vieram por volta do século XVIII por volta de 17 anos entre ( 1701 e 1718). 

    Os Franceses tinham a Ilha Grande como um ótimo abrigo, por poderem interceptar navios que saiam de Paraty, que era um dos portos principais de embarque de ouro que vinha de Minas Gerais; Também por ter uma grande abundância de madeira e água, podendo reabastecer suas embarcações.              Vários foram os registros de navios franceses trazendo cargas de mercadoria de origem francesa, principalmente de tecidos, e descarregaram na Ilha Grande, mais precisamente na enseada das Palmas, Abraão e Sítio Forte.

    Após tratados de políticas internacionais, mesmo com a extinção da pirataria francesa, os franceses continuaram navegando na costa legalmente, transportando colônias de franceses destinados a ilhas francesas no extremo sul da América Latina.

    Dessa forma, continuaram aportando na Ilha Grande, pois para abastecer suas embarcações não pagavam taxas como deveriam de pagar se aportarem no Rio de Janeiro.

Piratas Argentinos

    Em 1827 três ataques de corsários argentinos aconteceram na Ilha Grande, autorizados pelo governo local. Um contra a fazenda de Dois Rios, outro na ponta do Castelhano e outro na enseada de Palmas

    No último ataque, os argentinos perderam um navio que foi abatido pela força brasileira.

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    Pirata do grego peiratés, literalmente “aquele que ataca”, de peiran, “atacar, hostilizar”.

    Corsário veio do Italiano corsáro, do latim cursarius, de cursus, “corrida, curso”, de currere, “correr”. O corsário é o pirata que possuía uma Carta de Corso, uma licença de um governo para atacar embarcações inimigas, e era uma forma barata de ampliar a frota ofensiva de um país. Os corsários recebiam permissão para atacar embarcações inimigas daquele país durante o período de guerras, tinha autorização para saqueá-las, pagando até 1/5 do saque à Coroa, e podia se refugiar nas colônias do reino que conferiu a Carta.        Ao fim da guerra, voltavam a ser meros piratas.

Bucaneiro é o pirata do Caribe. A raiz da palavra bucaneiro está no francês “boucanier” - o boucan é um grelhador usado para fazer carne defumada pelos índios Arawak, nas Caraíbas .

Bibliografia:

http://www.ecobrasil.eco.br/site_content/28-categoria-documentos/1110-relatorio-turismo-da-ilha-grande-piratas